lá fora havia vento e chuva mas nada disso era importante.
Tu estavas numa ponta do sofá, muito direita, a escolher as palavras, os gestos e as melhores formas de não me olhares nos olhos. Eu estava exactamente na outra ponta do sofá para completar a grafia de um quadro bem composto. Olhava para ti, depois para o chão e depois para as minhas mãos frias; seriam tuas as palavras que eu mal ouvia?
Não me lembro de um outro dia em que tenha chovido tanto como naquela tarde ao longo do teu adeus para sempre...
dentro e fora dos meus olhos... chovia tanto...
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