não, eu não contava. Não contava os beijos, os braços e abraços; não contava os pêlos e os olhares, não contava as horas perdidas, as vezes e os momentos. Não contava os anos, os meses, os dias ou as semanas só de eu mais tu, vezes dois, vezes dez, cem ou mil. Não contava presentes e o dinheiro de os comprar, não contavam as ausências seguidas de compensações corporais tórridas. Não contava... Sempre fui mau nas contas, nas medidas, nas precisões matemáticas e racionais das coisas, nas mesuras dos meus sentimentos e no exagero fluído da minha paixão. Sempre fui inteiro sobre ti, uma qualquer coisa tão fácil de contar que se esquece. Um eu mais tu. Um nós que não precisava necessariamente de uma resolução perfeita, acabada ou finita.
Houve um dia em que comecei a perceber a verdadeira essência das incógnitas: a equação da tua partida que tento resolver até hoje...
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