caíram muitas folhas no chão e muita água correu pelos rios depois da chuvas de Inverno. Aos poucos a tua falta passou do coração para a boca do estômago e depois para os olhos e para a cabeça diminuindo o teu cheiro, a forma da tua cara, os teus gostos e sabores, as nossas noites e o meu desejo do teu corpo a flutuar como se fosse meu sudário.
aos poucos a minha pele não mais se arrepiou na tua presença, os teus beijos já não me sabiam como um amido cola e a tua saliva com língua tinha menos forma de se colar na minha pele.
não sei agora se te amo, se te quero, se desejo, se desprezo, se desisto ou deixo andar-me.
aos poucos o tempo leva-te para onde só tu sabes para onde vais. E eu?
Deixo-te ir.
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