à noite pedias-me sempre para te contar uma história das que eu tanto lia nos livros. Deitavas a cabeça no meu peito, fechavas os olhos e prendias-me num abraço longo que me resgatava com ciúme de envolventes e sensuais almofadas. Foi assim que viajámos nas estepes, nos desertos, nos temperos, nos cheiros e nos sabores, nos banais e nos mais exóticos lugares de muitas páginas que cada som da minha voz e da tua imaginação nos trazia. Eu contava histórias, tu acrescentavas detalhes que os escritores esqueciam e depois adormecias e às vezes sonhavas.
Nos dias em que eu não te lia perdíamo-nos apenas na área finita do mundo que a nossa cama desenhava.... Eram as nossas histórias preferidas: eu de Apolo tu de Afrodite, ou apenas os dois... nus.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
1 comentário:
Não sei como vim aqui parar mas já que aqui estou vou comentar.
Gostei da profundidade da escrita, revela conteudo interior, parabéns!
Quanto ao motivo da escrita, se é o que parece, um amor perdido, nada a comentar... só cada um sabe o que lhe vai por dentro, no entanto, não te esqueças de viver!
Boa sorte
Enviar um comentário