para nós as promessas não morrem. custa-nos ver que, apesar delas, a outra escolhe outro, namora com ele, casa com ele e tem com ele a merda de filhos que nunca nos deu.
Custa-nos pensar aquela mesma pele, outrora nossa, com outras mãos e outros braços, noutros lençóis. Custa-nos pensar nela a cozinhar para o outro os bolos de chocolate de sábado à tarde que seriam nossos, a comprarem coisas para a sopa, a verem as contas chegar ao correio no final do mês e a comerem-se ordinariamente na bancada da cozinha por cima dos recibos que dizem pago.
Tudo dói em especialmente pela noção clara e evidente de que afinal não somos assim tão tudo para o outro.
Muito tempo depois ainda temos a ténue esperança do todo ser ainda possível: volta(r)
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