sábado, 24 de maio de 2008

ainda te ligo

esperei muitos dias antes de voltar a ligar-te de novo. Peguei no telefone, hesitei, marquei o número apaguei, desliguei e voltei à marcação de cada um dos números como uma cavalgada louca que transportava o meu coração, ou o vazio dele, do sítio do costume até à boca. Cada tecla era um pavoroso arrepio em direcção a ti, ao terás eventualmente saudades minhas? Ao estás sozinha? Ao, simplesmente, como estarias?
Ouvi muitas e tantas vezes, do outro lado, a melodia esquizofrénica de uma sinal a chamar ao qual ninguém responde.

Demorou muito tempo até perceber que o teu lado era agora e talvez para sempre um vazio.

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